O termo Computação em Nuvem designa um novo tipo de arquitetura concebido em 2002, quando a Amazon.com começou a cobrar pelos seus serviços de processamento nos servidores. Esse sistema consiste em transformar a parte física do PC em algo secundário para os usuários domésticos, ou seja, o mais importante não estará nele. Os dados, aplicativos e até mesmo o sistema operacional estará rodando em um data center, por algum lugar do planeta, gerenciado pelo Google (com o AppEngine), Microsoft (com o Windows Azure) ou eyeOS (que não é bem um sistema operacional, porém é uma plataforma de armazenamento de dados e execução de aplicativos. OBS: é livre!).
Agora chegamos a um ponto crucial: se é uma novidade tão boa, por que não estamos todos voltados para ela ainda? A questão é segurança. Diversos especialistas no assunto não acreditam muito em armazenar dados confidenciais das empresas em servidores os quais eles nem sabem exatamente onde estão, quanto mais se serão confiáveis.
Realmente já ocorreram diversas situações para preocuarmo-nos, como a brecha nos dados da Baynote, em um de seus SaaS (Software as a Service – software como serviço), deixando seus clientes expostos a ataques. Fora a questão da exposição, também podem ocorrer situações como as frequentes panes nos sistemas do Google ultimamente, as quais deixam seus dados indisponíveis por alguns momentos (se bem que eles estão resolvendo com o Google Gears, para acesso aos dados mesmo offline).
Eu, assim como diversas pessoas da área de TI (Tecnologia da Informação), como Eugene Kaspersky, acredito ser a Cloud Computing (como também é conhecida, devido ao termo em inglês) uma alternativa complementar, isto é, iremos utilizá-la juntamente com a computação local, com nossos PCs (ou Mac para quem preferir…), principalmente para aplicativos como serviços.